

O encordoamento a quatro nós é hoje um dos padrões mais utilizados no ténis, tanto a nível profissional como entre jogadores avançados. É valorizado pela sua coerência mecânica, facilidade de execução e comportamento altamente previsível do plano de cordas.
Num encordoamento a quatro nós com tensão uniforme, a tensão aplicada às cordas verticais (mains) é a mesma aplicada às cordas horizontais (crosses).
Esta escolha baseia-se numa consideração técnica fundamental: durante a instalação das cordas horizontais, a presença das verticais já montadas gera fricção, reduzindo a tensão efetivamente transmitida.
Assim, mesmo com a mesma tensão nominal (por exemplo 24 kg / 24 kg), o resultado final apresenta verticais ligeiramente mais tensas e horizontais com tensão efetiva inferior.
A diferença entre tensão nominal e efetiva aumenta:
Este tipo de encordoamento está frequentemente associado a um comportamento “pronto para competição”. É indicado para jogadores que privilegiam o controlo e procuram uma resposta firme, direta e previsível.
Muitos jogadores avançados escolhem-no pela sua neutralidade, permitindo que o gesto técnico se exprima plenamente.
Num encordoamento a quatro nós com tensão uniforme, a tensão efetiva do plano de cordas tende a ser homogénea e coerente com o valor ajustado, com uma perda inicial normal de assentamento.
A distribuição das rigidezes apresenta geralmente valores mais elevados na parte superior da cabeça da raquete, com zonas centrais mais equilibradas e áreas laterais e inferiores mais flexíveis.
Estas diferenças evidenciam a influência direta da fricção entre cordas verticais e horizontais.
O encordoamento a quatro nós com tensão uniforme é uma solução técnica sólida e fiável, indicada para jogadores competitivos que procuram controlo, precisão e estabilidade.
É menos adequado para quem procura potência gratuita, elevado conforto ou maior ajuda nas rotações. Em suma, é uma escolha honesta: não oferece nada extra, mas devolve exatamente aquilo que o jogador produz.